De cómo un rey perdió Francia

De cómo un rey perdió Francia

Este monarca, que pasó a la historia como Juan el Bueno, fue en realidad un hombre vanidoso y cruel.

La apasionante historia de Los Reyes Malditos culminará con el desastre de la batalla de Poitiers, donde el rey caerá prisionero de los ingleses.

Read Online De cómo un rey perdió Francia

This pompous and opinionated bore and vicious gossip relates the events since the start of the Hundred Years' War, and he rants about King John (Jean) II who is currently on the throne. King John the Good by name, but not by action. I am fascinated by the Hundred Years' War and I love Maurice Druon's writing, his subtle humour and irony, but I would not like to be a hapless passenger in the cardinal's palanquin and were I to be invited I might also be prone to sickness in palanquins.

Levado ao veredicto do conselho real, composto pelos grandes nobres de França e liderado por Roberto dArtois, o voto recaiu sobre Filipe, com base numa interpretação duvidosa da Lei Sálica, excluindo inclusive os descendentes masculinos por via feminina, precisamente o caso de Eduardo, descendente de Filipe IV através da sua mãe. Por fim, após tantas intrigas palacianas, tantas maquinações, o projecto de vida de Carlos de Valois é alcançado pelo filho, que ficará para a história como Filipe VI, o Afortunado. Após vaguear anos pelas cortes do Sacro Império, suficientemente perto de França para a visitar em segredo, sempre determinado a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para prejudicar Filipe VI, que considera um traidor, chega, por fim, a Inglaterra. Para esse efeito, prodigaliza os apelos de reclamação dos direitos de Eduardo III ao trono do outro lado da Mancha, contesta a decisão do conselho real de 1328, base da eleição de Filipe VI, põe em causa a validade da Lei Sálica, que excluiu o monarca inglês, e assinala os pontos fracos da monarquia francesa. Finalmente, em 1337, cinco anos após o seu exílio, Roberto assiste à proclamação, por parte de Eduardo III, dos seus direitos ao trono gaulês, dando efectivamente início à Guerra dos Cem Anos, disputa secular pela posse do maior reino da Europa medieval. e como o filho a perdeu Eis que chegamos, por fim, ao sétimo, e último, volume do ciclo, De Como um Rei Perdeu a França, surgido após um interregno de dezassete anos desde a publicação do volume anterior, devido ao desgosto do autor pela obrigatoriedade em matar o seu personagem preferido, Roberto dArtois. Pondo de parte o brilhante estilo narrativo que conhecemos nos primeiros seis romances, abandonando o narrador omnipresente e os capítulos dedicados a cada personagem, Maurice Druon opta por uma nova fórmula, mantendo o rigor histórico, se bem que à custa de um certo virtuosismo, a emulação das crónicas medievais da vida dos reis. Após treze anos de guerra, a França está a saque: o Príncipe Negro, filho mais velho de Eduardo III, percorre a Aquitânia e o Languedoque, avançando de vitória em vitória, pilhando tudo à sua passagem, a peste negra ainda assola as cidades. Os abusos de poder que La Cerda comete, bem como os títulos nobiliárquicos que o rei lhe oferece, sobretudo o condado de Angoulême, disputado por Carlos II, primo do próprio João, fidalgo poderoso, simultaneamente conde de Évreux e rei de Navarra, levam à constituição de uma liga de opositores. João II, destroçado, declara guerra aberta ao primo: é o começo de uma longa disputa que alienará o clã de Navarra, e o fará entrar na Guerra dos Cem Anos ao lado de Inglaterra. Relevância histórica e legado A importância de Os Reis Malditos prende-se com a capacidade de Maurice Druon de humanizar o processo histórico, associando elementos das suas diversas vertentes, como a política, a economia e a sociedade, os costumes e o vestuário, a cultura e a arte, num todo coeso, capaz de dar vida às personagens da História, de uma forma apelativa ao grande público. Neste sentido, fortalecem a justiça real, circunscrevendo apenas a justiça menor aos nobres; promovem inquirições sobre a titularidade das terras, para reverter apropriações indevidas sobre apanágios da Coroa; reformam os impostos e tentam restringir a cunhagem de moeda por parte dos grandes senhores. O reinado de Filipe IV, um dos principais agentes de centralização régia, foi marcado por disputas com o Papado sobre a reclamação do direito da Coroa de taxar os bens da Igreja, com vista a financiar as constantes guerras com reinos vizinhos e vassalos insubordinados. 1294-1303), em rota de colisão com o Rei de Ferro, levantou de novo a velha rivalidade entre o poder temporal e o poder espiritual uma das grandes disputas medievais, entre o Papa e as monarquias europeias, pela supremacia sobre o chamado poder universal, reunindo ambas as valências na figura de uma só entidade, à semelhança do Califa, no mundo muçulmano, que provocaria a definitiva separação de poderes, o laico e o religioso, pilar da civilização ocidental. A Ordem dos Cavaleiros do Templo era, não só, credora da Coroa como detentora de vastos domínios em França, respondendo de modo fiscal e estatutário apenas ao Papa, uma séria ameaça ao poder régio. O conflito com Inglaterra apenas interromperia a dinâmica centralizadora da monarquia francesa, posteriormente retomado por reis como Luís XI, Francisco I e Luís XIV. A Guerra dos Cem Anos, o último grande vector histórico da obra, foi, por sua vez, o primeiro conflito internacional à escala europeia. João I, justifica-se como medida preventiva do desequilíbrio de forças que resultaria da união do reino de Portugal com a Coroa de Castela, capaz de fazer pender a balança para o lado francês da Guerra dos Cem Anos. Numa das cenas iniciais de O Rei de Ferro, Isabel, rainha de Inglaterra, está a ler os Lais de Maria de França, a primeira poetisa francesa da história. Outra influência, desta feita inesperada, foi, segundo John Lichfield, aquela exercida sobre Vladimir Putin, devido à publicação do ciclo romanesco de Maurice Druon na Rússia durante a década de 1960, uma das raras excepções a passar pela censura soviética (consultar link 2).

This observation sums up the books plotline, told by the narrator, the Cardinal Talleyrand-Périgord, a Frenchman with sharp wits, a sharper tongue and a temperament thatd have made him more comfortable in the military orders than as Papal legate in charge of witnessingand trying unsuccessfully to preventthe disintegration of the kingdom he loves, courtesy of the latest of the long line of rois maudits to come into power since the passing away of ruthless yet efficient King Philip the Fair. Its in the last days of the rule of the latters Valois grand-nephew, Jean II, that the narrative starts, with the elderly but still lucid Cardinal en route to fulfilling his latest mission on behalf of the Church, and in-between cursing the atrocious country roads and the ailments of age, he recounts to his secretary and nephew the events of the past years since the reign of Philippe VI of Valois, near the time of the defeat at Crécy, when the now widowed king is refused by the courts the funds to counter this humiliation by striking back at the English. The Cardinal mostly wanders in circles offering his musings on politics, ruling, and expounds on the history and state of affairs in France, England, and gives more details than necessary about the ecclesiastical affairs in Rome and Avignon, which can tire the reader, as it reads like historical infodump and is uninteresting. He tells about the last six months of Philippe VI, when the monarch scandalises the Court and the whole of Christendom by taking for himself the betrothed meant for his son and heir, little Blanche of Navarre, nubile and very beautiful, who excites in him such passions that he goes to hilarious extents to improve his manly potency, killing himself out of exhaustion in half a year, leaving her a lusty widow and his Dauphin an embittered man who convinces himself that he loves the woman, but never takes her. Theres no She-Wolf of France to light the fires of rebellion, but the grandson of the woman whose right of inheritance to the throne was overstepped: the king of Navarre and Count of Evreux, Charles the Bad. By now, the Cardinal is more involved in the unfolding events, being present at some and an active participant in others, so his narration has more of the first-hand eyewitness feel, though the second-hand information never disappears. Yet, despite these disagreements, the Cardinal feels a grudging respect for the English ruler and his son, lamenting that the true Capetian had to be born on the wrong side of the Channel whereas poor France has to suffer this king thats as different from Philip the Fair as as as a tomato shrub from a majestic oak. The problem is, he gave the Spaniard the lands that had been of Jeanne of Navarre, mother to Charles the Bad. Conceivably enraged, the offended Navarrese king arranges to ambush de la Cerda at an inn of a small town, where he, his brother Philippe dEvreux and a small party stab the royal favourite to death. Charles is saved from this fate by the pleading of the Dauphin and the higher-ranking court officials, the marshals of France, who argue that his death wont deter the Navarrese rebels from continuing their hell-raising, as theyd be led by Philippe dEvreux in his place, and also there are the brothers allies, the invading English troops of the Duke of Lancaster, to deal with. Courage is what also redeems the French king, who refuses to flee and fights like someone possessed whilst outnumbered by the English round him, and is made a prisoner. And there the tale ends, and the curtain falls as Cardinal Talleyrand-Périgord laments the defeat and offers some final thoughts on the fate of realms with kings like this one. R. Martin, a big fan of Druon, uses the technique of literary symmetry for the purposes of closing a cycle, introducing dramatic irony, paradox, and coming full circle With this thought, my impression of When a King Loses France improved from disappointed grumbling to something like comprehension.

Creo que después de sus antecesores, libros interesantes, llenos de intriga, de maldad, de personajes fuertes en la historia de Francia, este último volumen careció de la fuerza necesaria para cerrar el ciclo de Los Reyes Malditos. Siento que este elemento no funciona, en particular porque todos los libros anteriores nos demuestran que prácticamente ningún personaje de la realeza o con poder es creíble -cada quién cuenta la historia o actúa según sus intereses. Para mí fue complicado porque me costó creer en la objetividad de los personajes y sus acciones. I felt the previous books were so good and interesting that this one, just fell way too short, and I believe this is due to Druon's choice of narrator.

Clearly Maurice Druon wanted to try a new narration form, but why he adapted the worst form possible is above my understanding.

Por alguna razón que desconozco, este libro rompe con el estilo marcado en los seis tomos anteriores.

While his scholarly writing earned him a seat at the Académie, he is best known for a series of seven historical novels published in the 1950s under the title Les Rois Maudits (The Accursed Kings).